Acessibilidade + Usabilidade

Para conseguir esclarecer exatamente o que são e como funcionam cada um desses dois itens que juntos acabam facilitando a vida de todo e qualquer usuário, mesmo no mundo real quanto no cyber espaço fizemos uma breve pesquisa no Wikipédia.

Acessibilidade significa não apenas permitir que pessoas com deficiências participem de atividades que incluem o uso de produtos, serviços e informação, mas a inclusão e extensão do uso destes por todas as parcelas presentes em uma determinada população. (Wikipédia)

Usabilidade é um termo usado para definir a facilidade com que as pessoas podem empregar uma ferramenta ou objeto a fim de realizar uma tarefa específica e importante. A usabilidade pode também se referir aos métodos de mensuração da usabilidade e ao estudo dos princípios por trás da eficiência percebida de um objeto. (Wikipédia)

As maiores dificuldades que os usuários encontram na usabilidade  seja ele portador de alguma deficiência ou não são arquivos excessivamente grandes, imagens não otimizadas, sons não solicitados, tecnologias inadequadas como flash, java script ou imagens, textos muito longos, instalação de programas adicionais, campos de busca interna do site, falta de informações para contato, pop up, excesso de cores, links corrompidos.

Heurísticas de Nielsen
Vamos falar um pouco de usabilidade.
Não basta ter um site bonito, colorido e animado. Temos também que focar na usabilidade que esse site terá. Por exemplo, alguns sites feitos em flash não permitem que alguns usuários deficientes usem a tecla TAB e também, não têm suporte para dispositivos de leitura com áudio para deficientes visuais.
Devido a problemas do tipo, um norte-americano chamado Jakob Nielsen, estuda e tenta melhorar a usabilidade de sites.

Jakob Nielsen é um dos maiores analistas de usabilidade do mundo, sempre fazendo pesquisas, tentando melhorar e estabelecer alguns parâmetros para melhorar o acesso dos usuários. Nielsen pesquisou mais de 290 erros de usabilidade que prejudicavam o acesso do usuário em sites, e assim, fez dez parâmetros fundamentais para avaliação da usabilidade. Esses parâmetros foram chamados de Heurísticas de Nielsen e abaixo vamos ver esses 10 itens que a constituem.  
1ª Visibilidade de Status do Sistema
Isso significa que você precisa se certificar de que a interface sempre informe ao usuário o que está acontecendo, ou seja, todas as ações precisam de feedback instantâneo para orientá-lo. copy
2ª Relacionamento entre a interface do sistema e o mundo real
Ou não usar palavras de sistema, que não fazem sentido pro usuário. Toda a comunicação do sistema precisa ser contextualizada ao usuário, e ser coerente com o chamado modelo mental do usuário.
3ª Liberdade e controle do usuário
Facilite as “saídas de emergência” para o usuário, permitindo desfazer ou refazer a ação no sistema e retornar ao ponto anterior, quando estiver perdido ou em situações inesperadas.
4ª Consistência
Fale a mesma língua o tempo todo, e nunca identifique uma mesma ação com ícones ou palavras diferentes. Trate coisas similares, da mesma maneira, facilitando a identificação do usuário.
5ª Prevenção de erros
Na tradução livre das palavras do próprio Nielsen “Ainda melhor que uma boa mensagem de erro é um design cuidadoso que possa prevenir esses erros”. Por exemplo, ações definitivas, como deleções ou solicitações podem vir acompanhadas de um checkbox ou uma mensagem de confirmação.
6.ª Reconhecimento ao invés de lembrança
Evite acionar a memória do usuário o tempo inteiro, fazendo com que cada ação precise ser revista mentalmente antes de ser executada. Permita que a interface ofereça ajuda contextual, e informações capazes de orientar as ações do usuário – ou seja – que o sistema dialogue com o usuário.
7ª Flexibilidade e eficiência de uso
O sistema precisa ser fácil para usuários leigos, mas flexível o bastante para se tornar ágil à usuários avançados. Essa flexibilidade pode ser conseguida com a permissão de teclas de atalhos, por exemplo. No caso de web sites, uso de máscaras e navegação com tab em formulários são outros exemplos.
8ª Estética e design minimalista
Evite que os textos e o design fale mais do que o usuário necessita saber. Os “diálogos” do sistema precisam ser simples, diretos e naturais, presentes nos momentos em que são necessários.
9ª Ajude os usuários a reconhecer, diagnosticar e sanar erros
As mensagens de erro do sistema devem possuir uma redação simples e clara que ao invés de intimidar o usuário com o erro, indique uma saída construtiva ou possível solução.
10ª Ajuda e documentação
Um bom design deveria evitar ao máximo à necessidade de ajuda na utilização do sistema. Ainda assim, um bom conjunto de documentação e ajuda deve ser utilizado para orientar o usuário em caso de dúvida. Deve ser visível, facilmente acessada, e com oferecer uma ferramenta de busca na ajuda.
Não é necessário que seja um analista de usabilidade para que os usuários de seu site tenham uma experiência agradável, basta aplicar esses dez itens acima, e muitos dos problemas serão eliminados.

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~ por Bruno Motneiro em 17 junho 2009.

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